Elaboramos um roteiro cheio de sede pelos melhores brewpubs de São Paulo

Estabelecimentos que unem bar e cervejaria no mesmo espaço não são exatamente uma novidade na capital paulistana. Haja vista a Cervejaria Nacional, veterana que desde 2011 brinda a clientela com louras, ruivas e negras produzidas localmente. De dois anos para cá, porém, a categoria dos chamados brewpubs ganhou corpo e espalhou novas torneiras pela cidade, a exemplo do Trilha, em Perdizes, do Van Der Ale, na Vila Madalena, do Dogma, em Santa Cecília, ou do recente Vórtex Brewhouse, inaugurado em 2018. Quer saber onde beber as melhores tulipas com líquidos de fabricação própria? Siga a rota cervejeira que preparamos para vocês.

Cervejaria Central

Aberta em 2017, a casa ajudou a engrossar a lista de bons destinos dedicados às cervejas artesanais no centro da cidade. A marca produz receitas de qualidade, fiéis a cada estilo, mas com a preocupação de serem mais fáceis de beber, o chamado “drinkability”. Ou seja, dificilmente provará por lá uma bebida pesadona. Sugestões locais em cartaz recentemente incluem a stout Central PPD (R$ 13,00; 330 mililitros), que traz o característico aroma e sabor de café, e a witbier Saracura (R$ 10,00; 330 mililitros), levinha e cítrica, feita com cascas de tangerina e limão. Pedidas da casa se juntam a outras de cervejarias convidadas formando um cardápio de doze opções. Na ala dos comes, o mesmo pão leve serve de moldura para sanduíches com recheios que também variam constantemente.

Rua Jesuíno Pascoal, 101, Vila Buarque, tel: (11) 4179-7534.

Cervejaria Nacional

Veterana da lista, a casa surgiu em 2011 no badalado bairro de Pinheiros. Com uma comanda em punho (retirada no caixa, no primeiro piso), o cliente sobe as escadas e acessa o salão composto de balcão, mesas de diferentes alturas e um palco onde rolam shows e apresentações de DJs. A casa disponibiliza cinco cervejas artesanais fixas, batizadas com nomes de lendas brasileiras, além de receitas sazonais que vão mudando ao longo do ano. A Mula, um hit na carta da casa, é uma IPA bem encorpada que traz aroma cítrico e alto amargor, além de 7,5% de teor alcoólico (R$ 16,00; 330 mililitros). Para pegar mais leve, peça a Y-Iara (R$ 12,00; 330 mililitros), uma pilsen dourada e de espuma clara. Se quiser provar as cinco de uma vez, uma pequena degustação com todas elas em copinhos de 130 mililitros sai a R$ 37,00.  Sugestão de petisco, a porção de bolinho de mandioca com calabresa custa R$ 27,00 (seis unidades).

Avenida Pedroso de Morais, 604, Pinheiros, tel: (11) 3034-4318.

Dogma 

Desde 2017 a jovem (e premiada) cervejaria paulistana oferece na capital uma tasting room, ou seja, um ponto para quem quiser provar cervejas fabricadas ali mesmo, nos fundos da casa. Instalado num galpão onde já funcionou uma oficina de carros – a fábrica fica nos fundos – o lugar tem capacidade para produzir 3,5 mil litros da bebida está sendo usado para testar novas receitas e produzir pedidas sazonais. Vinte torneiras jorram diferentes tipos de chope, a exemplo dos mais recentes China, uma sour feita com tangerina, e Dogmatron, uma double IPA feita com lúpulos mosaic e vic secret. Se ficar na dúvida, vai na dica: a degustação de seis copinhos de 80 mililitros custa a partir de R$ 60,00. Numa sala com temperatura controlada, maturam em barris uma linha especial ainda a ser envasada e vendida no local.

Rua Fortunato, 236, Santa Cecília.

Goose Island

A cervejaria com sede em Chicago, nos Estados Unidos, instalou de frente para o Largo da Batata um posto avançado onde serve chopes fabricados localmente. Sob o comando do mestre-cervejeiro Guilherme Hoffmann, a produção, que funciona por trás de uma vidraça à vista dos clientes, prepara diferentes estilos, servidos na forma de chope (on tap) ou em garrafa. Da primeira ala, é possível escolher entre o leve American Style Wheat (R$ 16,50; 450 mililitros) ou o India Pale Ale (R$ 20,00; 450 mililitros), dica para quem curte uma bebida mais amarga. Tendência no setor, as sours, que caracterizam as cervejas bem azedinhas, está representada por quatro opções, a exemplo da Gillian (R$ 80,00; 765 mililitros), envelhecida em barris de carvalho com morangos inteiros. Para acompanhar, pratos e petiscos também ganham um toque de cerveja, como o filé à milanesa coberto por queijo e finalizado com um molho de Honkers Ale (R$ 45,00).

Rua Baltazar Carrasco, 187, Pinheiros, tel: (11) 28869858.

Trilha (foto: Divulgação)

Trilha

Tão pequeno quanto charmoso, o espaço dedicado aos clientes se resume a um balcão de madeira exibindo um bonito painel de azulejos, duas mesinhas e poucos bancos – a turma, porém, costuma se aglomerar na calçada, em estilo bem despojado. A poucos passos dali, nos fundos do imóvel, são produzias as ótimas receitas da casa, que estão sempre mudando e, por isso, sempre muito frescas. Das doze torneiras escorrem pedidas como a L91 Weisen, cerveja de trigo não-filtrada, típica da Bavária, na Alemanha, ou a o Melonrise (R$ 22,00, 310 mililitros), um IPA lupulado e com aroma de frutas amarelas. Em tempo: a casa não possui cozinha ou opções de comes, mas mantém um mural com folhetos para quem quiser pedir delivery – também há dias em que food trucks estacionam na frente do lugar.

Rua Apinajés, 137, Perdizes, tel: (11) 4329-0193.

Van Der Ale

No primeiro piso, o salão em clima rock and roll (a trilha sonora oficial) tem paredes grafitadas e uma arquibancada para a clientela se acomodar como alternativa às mesas tradicionais. No segundo andar fica a cervejaria que batiza a casa e produz a maior parte dos chopes tirados nas catorze torneiras, em copos de 200, 300 ou 500 mililitros – o ponto também recebe marcas visitantes que completam a oferta. Duas sugestões de chopes locais são o Pinhead, um indian pale ale, e a Judas Boots, um american pale ale turvo e levemente amargo. Ambos saem a R$ 20,00 no copo de 300 mililitros. Hambúrgueres suculentos ajudam a manter a linha depois de tantos goles.

Rua Aspicuelta, 268, Vila Madalena, tel: (11) 3034-0853.

Vórtex Brewhouse

Mais jovem desta lista, a casa produz os chopes que são servidos por lá. Para experimentar um pouco de cada um, a degustação (R$ 29,00), com quatro copos de 200 mililitros, é boa opção. A sequência começa bem leve com o Blanche, feito de trigo, passa pelo Blonde, pilsen pouco mais amargo, segue para o aromático Itaim, de estilo pale ale, e finaliza com o Ambrée, um red ale mais caramelado. Também leva chope a massa dos flammes, uma espécie de pizza quadrada com coberturas como queijo branco, mussarela e cebola (R$ 36,00).

Rua Alexandre Dumas, 1129, Chácara Santo Antônio, tel: (11) 5184-0526.

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