Centros culturais oferecem ótimas opções de restaurantes para um programa casado

Não é novidade pra ninguém que a capital paulista é um destino exemplar quando o assunto é programação cultural. Em termos de comida, também nem se fala. Com um portfólio vibrante, e em constante mutação, de bares, restaurantes e casas de comidinhas, não há cidade melhor no país para comer. Pensando em unir estes dois encantos de São Paulo, elencamos a seguir seis endereços descolados instalados em centros culturais paulistanos. Para quem não quer só comida, mas também diversão e arte, eis um prato cheio.

Prato do Balaio, no MIS (foto: Divulgação)

Balaio; IMS

O chef Rodrigo Oliveira, comandante do badalado Mocotó, toca outros endereços na capital paulista, como este reduto de comida brasileira moderna situado no térreo do Instituto Moreira Salles. Antes ou depois de conferir a programação em cartaz no centro cultural, sente para apreciar a arte de Oliveira. A carne curada em açúcar e sal, acompanhada de maionese de pipoca e crocante de milho (R$ 29,00), é bom começo. Para dividir, dê uma chance à moqueca de caju, palmito pupunha e banana-da-terra servida com arroz-vermelho e farofinha de beiju (R$ 105,00, pra dois). De tão boa, agrada até o mais fervoroso carnívoro. O cupim de panela chega com cuscuz de milho e fava verde (R$ 54,00). Par arrematar, prove o pudim de pão de mandioca. Durante a semana, entre 16h e 19h30, não serve os pratos principais.

Avenida Paulista, 2424, Bela Vista, tel: 11 2842-9123.

Casa de Francisca; Palacete Teresa

Ali se come, literalmente, dentro de um centro cultural, mais precisamente na plateia de uma casa de shows – o restaurado prédio histórico onde já foi a primeira loja de instrumentos da cidade, a Casa Bevilacqua, a editora de música Irmãos Vitale e a rádio Record na época áurea do rádio. O cliente se acomoda nas mesas em torno do palco ou instaladas sobre uma antiga arquibancada, além de contar com bancos altos no bar. O esquema é o seguinte: o pedido é feito nos caixas e retirado no bar ou na cozinha. No almoço, qualquer prato sai a R$ 41,30, a exemplo do rosbife com molho pesto e salada de batata bolinha. Nos dias de show, a pedida é optar por comidinhas como o faláfel servido com pão sírio, tahine e picles (R$ 30,50).

Rua Quintino Bocaiúva, 22, Sé, tel.: 11 3052-0547.

Pipo; MIS

Fica no Museu da Imagem e do Som a primeira casa paulistana do chef carioca, e apresentador do GNT, Felipe Bronze Chef – ele comanda quatro programas no canal a cabo, como Perto do Fogo e Que Seja Doce. Tanto do salão quanto da área externa, a refeição é feita diante do bonito jardim do museu. A seção de crus é boa pedida para abrir os trabalhos em dias mais quentes. Desta ala, uma sugestão é o steak tartare defumado, servido com pão na brasa, cogumelos e grão de mostarda (R$ 44,00). Para depois, prove a lasanha de cordeiro com molho de tomate defumado e alho-poró na brasa (R$ 45,00). Guarde espaço para as ótimas sobremesas. Um exemplo: torta de queijo com morango na brasa e goiaba (R$ 28,00), uma versão cheia de malícia do comportado cheesecake.

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, tel.: 11 3530-1760.

Prêt; MAM

Dentro do Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, o almoço tem vista para o Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx, a marquise do parque e a Oca. As paredes de vidro que deixam entrar a luz natural e o formato oval do salão contribuem para a atmosfera agradável. O sistema é o de bufê, com aparadores exibindo pratos esmerados. Quiche de abóbora com alho-poró, carne assada e frango no molho de mostarda são algumas possibilidades – as receitas variam. Pelo serviço são pagos R$ 61,00 (durante a semana) e R$ 66,00 (sábado, domingo e feriados). Sobremesas são cobradas à parte. A ótima tarte tatin de goiaba custa R$ 25,00.

Parque do Ibirapuera, s/n, portão 3 (Museu de Arte Moderna), Parque Ibirapuera, tel.: 11 5574-1250.

Santinho; Museu da Casa Brasileira

Um dos muitos negócios da incansável chef Morena Leite, a casa serve o bufê de deliciosas receitas brasileiras contemporâneas que fizeram a fama da matriz, o Capim Santo. No Museu da Casa Brasileira, o cliente pode escolher em diversos ambientes, cada um com uma decoração diferente. O salão aberto para o jardim é um charme e abriga as bancadas que somam dez metros de comprimento. Sobre elas, estações divididas entre saladas, grãos, leguminosas, acompanhamentos, proteínas, massas e tapiocas. O bufê custa R$ 59,00 de terça a sexta, e R$ 91,00 aos sábados, domingos e feriados. Outras filiais funcionam no Instituto Thomie Otake e no Theatro Municipal, com horários e preços diferentes.

Avenida Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, Tel.: 11 3032-2277 e 11 3816-0745.

Praça Ramos de Azevedo, 1, térreo (Theatro Municipal), República, tel.: 11 3222-1683.

Rua Coropés, 88, térreo (Instituto Thomie Otake), Pinheiros, tel.: 11 3034-4673.

Vista; MAC

O ambiente arrojado e a as receitas de primeira do chef Marcelo Corrêa Bastos, proprietário também do prestigiado Jiquitaia, estão à altura da belíssima vista que se tem da cidade. Na cobertura do prédio desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, além de tirar boas selfies o comensal desfruta de uma refeição e tanto. O cozinheiro paranaense serve uma versão pessoal de um prato típico de sua terra: pato no tucupi. Ali, o peito da ave é grelhado, servido ao lado da coxa confit e regado, na hora, pelo caldo amarelo da mandioca brava com jambu. Custa R$ 103,00. Antes dele, prove as croquetes de galinha caipira (R$ 34,00). E termine perdendo a linha. Afinal, para quê deixar para o Natal a rabanada com maçã caramelizada e sorvete de canela (R$ 26,00) que você pode comer hoje?

Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, Parque do Ibirapuera, tel.: 11 2658-3188.

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