Uma volta ao mundo dos sanduíches com as melhores versões de lanches clássicos

A ideia de colocar algum recheio no pão é antiga e remonta a tempos antes de Cristo, nos antigos rituais da Pessach (a páscoa judaica). Mas a fama – e o nome – do sanduíche é bem mais jovem. Data de 1762 e é atribuída ao inglês John Montagu, 4.º Conde de Sandwich. Conta-se que o nobre comia fatias de pão com salame para não precisar interromper as partidas de seu carteado. Teria criado, assim, uma maneira comer versátil de comer seu tira-gosto. Fato é que, daí em diante, o sanduíche se popularizou mundo afora, moldando-se perfeitamente às culturas que o receberam. Possivelmente, todos os povos tem hoje um sanduíche para chamar de seu. Prático – e, dependendo da receita, consistente ao ponto de substituir uma refeição -, ele ganha as mais variadas versões, carregando sempre as tradições culinárias de seu país de origem. Elencamos a seguir alguns dos melhores exemplares de nove sanduíches típicos em cartaz no Rio e em São Paulo.

Bao de frango frito, do Pabu Izakaya (foto: Tomás Rangel/Divulgação)

Bao, do Pabu Izakaya (RJ)

O pãozinho pálido e macio de origem chinesa, que virou febre no mundo todo, tem sabor suave, levemente adocicado e textura macia e úmida. Assado no vapor, o bun – como é chamado em inglês -, acomoda bem qualquer tipo de recheio. O japonês do Leblon prepara cinco versões (R$ 25,00 cada), a exemplo da mais tradicional, de barriga de porco, e da receita de frango frito, que traz a pele da ave deliciosamente crocante. Todas elas vem também com maionese artesanal e tsukemono, o picles japonês.

Rua Humberto de Campos, 827, loja G, Leblon, tel: 21 3738-0416.

Bauru, do Ponto Chic (SP)

Foi nesta quase centenária lanchonete com ares de boteco que nasceu, em 1936, o representante brasileiro da lista: o clássico bauru. Apesar de muita gente servir o sanduíche com presunto, o autêntico bauru leva apenas uma mistura de queijos prato, gouda, suíço e estepe derretidos, que escorre sobre fatias de rosbife, tomate e pepino em conserva – ingrediente que entraria mais tarde na receita – dentro do pão francês sem miolo. Custa R$ 26,90. O nome viria da cidade natal de seu inventor, o então estudante de direito Casimiro Pinto Neto.

O típico bikini, do iVenga! (foto: Rodrigo Azevedo)

Largo do Paissandu, 27, São Paulo, tel.: 11 3222-6528.

Bikini, do iVenga! (RJ)

O sanduba típico espanhol é uma das especialidades do bar de tapas, que tem unidades no Leblon e em Ipanema. A princípio uma espécie de misto quente feito em pão de miga, o sanduíche foi ganhando diferentes versões. Aqui, o pão de forma fino ganha recheio de presunto serrano (cru), queijo ementhal e azeite de trufas (R$ 22,00). Há quem diga que o nome bikini tenha surgido para designar o croque monsieur francês, que, em 1953, apareceu pela primeira vez em Barcelona no cardápio da danceteria Bikini.

Rua Garcia d’Avila, 147, Ipanema, tel: 21 2247-0234.

Rua Dias Ferreira, 113-B, Leblon, tel: 21 2512-9826.

Choripan, da Comedoria Gonzales (SP)

Responsável por revitalizar o antes abandonado (e agora badalado) Mercado de Pinheiros, o chef Checho Gonzales, boliviano que chegou ao Brasil ao sete anos, serve em seu estabelecimento um cardápio cheio de bossa e influências latinoamericanas. Come-se por ali uma das melhores receitas de choripan da cidade. Típica comida de rua da Argentina, o sanduíche é uma elementar (e saborosa) reunião de linguiça (chorizo, ou chori), pão (pan) e molho chimichurri. Fazem a diferença na receita de Gonzales o pão artesanal, a linguiça deliciosamente condimentada, o vinagrete e o azeite de ervas (R$ 17,00).

Rua Pedro Cristi, 31, Pinheiros, Tel: 11 3813-8719.

Croque Monsieur do Empório Jardim (foto: Tomás Rangel)

Croque Monsieur, do Empório Jardim (RJ)

A receita francesa consiste num misto quente turbinado. Além dos frios entre fatias de pão, leva ainda uma cobertura cremosa e uma chuva de queijo curado antes de ir ao forno. Uma versão saborosa deste ícone pode ser encontrado nas três unidades do misto de padaria, bistrô e deli. Feito com presunto royale e queijo gruyère, o sanduíche chega em pão de fôrma de fabricação própria, gratinado com molho bechamel e parmesão (R$ 21,50). Com tudo isso e mais um ovo por cima, o chamado croque madame sai por R$ 23,90.

Rua Visconde da Graça, 51, Jardim Botânico, tel: 21 2535-9862.

Rua Maria Quitéria, 62, Ipanema, tel: 21 2513-5151.

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, tel: 21 3284-7424.

Francesinha, da Padaria da Esquina (SP)

Pé na jaca obrigatório para quem visita a cidade do Porto, no norte de Portugal, o sanduíche teria sido criado pelo minhoto Daniel David Silva, em 1953, trazendo da França influências do croque-monsieur. Pouco encontrado por aqui, o típico sanduíche entrou no cardápio da casa do chef português Vitor Sobral a pedidos dos clientes. Consiste em pão de forma macio recheado de linguiça, presunto, rosbife, queijo meia cura, caldo de carne com tomate e, por cima, um ovo frito. Para comer de garfo e faca, a guloseima custa R$ 26,00 e vale cada caloria.

Alameda Campinas, 1630, Jardim Paulista, tel.: 11 2387-0149.

Hambúrguer, da Underdog (SP)

Sanduíche de origem americana, mas com um pé na Alemanha (teria desembarcado na bagagem de imigrantes alemães vindos do porto de Hamburgo), o hambúrguer ganhou o mundo. Por aqui, há incontáveis estabelecimentos especializados que preparam receitas irreparáveis. Segundo os críticos de WeSeek Food, é na casa do argentino Santi Roig que se encontram os melhores exemplares da capital paulista, eleito o  melhor na categoria no Prêmio WeSeek Food 2018. Trata-se do elogiado hambúrguer de costela e cupim, ao qual o cliente pode acrescentar itens como picles, bacon e chimichurri. O cheeseburger com queijo cheddar sai a R$ 27,00, por exemplo.

Rua João Moura, 541, Pinheiros, s/tel. 

Hot-Dog, do Da Roberta (RJ)

A gaúcha Roberta Sudbrack revisita nesta casa o início da carreira, quando vendia cachorro-quente na ruas de Brasília, bem antes de se tornar uma super chef conhecida mundialmente. Ela prepara cinco variações do sanduíche, provavelmente criado nos Estados Unidos e que se tornou símbolo da comida de rua em Nova York. A mais famosa, batizada de suddog  leva apenas salsicha picante e queijo pernambucano derretido por cima. Outra opção traz no brioche linguiça artesanal, fondue de queijo, coleslaw (saladinha de repolho) e conserva de maxixe.

Tubira, 8A, Leblon, tel: 21 2239-1103.

Piadina, do Grado (RJ)

Pão italiano que remonta à Roma antiga, a piadina passou a batizar também os sanduíches montados com ele, que evoluiu ao longo dos tempos mas manteve o formato arredondado e fino. No restaurante italiano do Jardim Botânico, a piadina é um entrada imperdível. O pão, assado no forno a lenha, ganha um delicioso toque defumado e vem recheado de stracchino (um queijo de vaca de acidez acentuada, típico do norte da Itália), rúcula e um toque de limão-siciliano (R$ 36,00).

Rua Visconde de Carandaí, 31, Jardim Botânico, tel: 21 3253-3101.

Este conteúdo é um oferecimento do Weseek Food, a maior rede social para os amantes da gastronomia.

Acesse as melhores dicas de restaurantes, bares e comidinhas através do site do Weseek Food

Para fazer suas avaliações, baixe o aplicativo na App Store ou no Google Play.